quinta-feira, 29 de março de 2012

RESPONDENDO AS DÚVIDAS VI

Olá meu querido!
Meu nome de nascença é R.S, porém me intitulo como O.I!. Gostaria de saber a respeito de Qayin, qual a importância dele na bruxaria. Tenho a curiosidade de saber se ele é o primeiro ancestral de todo bruxo(a) ou se ele é uma máscara de Azazel. Bem, o que você poder me explicar sobre esse ancestral, se assim o for, eu ficarei grato! Grato desde já!

Saudações Irmão R.S, por favor, peço que tenha paciência comigo, e, não tome qualquer termo escrito como uma forma de ofensa a você, o problema no modo que escrevo é a ausência do dom da escrita... Feito isso, continuo...

Acredito que pelo teor que escreve, seria retórico responder à você, poucos, saberiam expressar tão bem termos comuns ao mundo de Bruxaria Tradicional como você fez, portanto uma resposta só seria satisfatória dependendo de que linha ou via Tradicional e ou Luciferiana você segue ou descende.

Mesmo achando que é retórica, não posso me furtar de responder no Blogger, pois é um compromisso nosso fazê-lo, e mesmo hoje sem praticar as formas de Bruxaria Tradicional (pois como pode ver sigo Jurema Sagrada), posso apenas falar do ponto de vista daquilo que um dia aprendi (e que não pratico mais).

Quero deixar claro que essa resposta é minha visão particular, apenas minha e nunca, jamais, corresponderá verdade para qualquer outro praticante da Arte Sem Nome.

Assim, segundo aprendi naquela época, a escolha de Caim, conforme me foi ensinado como avatar das Bruxas (e portanto um Ancestral mítico também) deu-se como uma forma moderna de reatualização do mito do cruzamento entre os seres Divinos (ou Deuses/Anjos) e os seres Humanos, fato que era aceito pela mundo antigo como sendo real antes da dominação Cristã.

Ora é de conhecimento de quem estuda  e lê que as Bruxas Antigas e Medievais sempre foram consideradas heréticas pelas religiões Pagãs Estatais e pelo Cristianismo nascente, o fim do Paganismo fez com que a crença “Da Raça de Fogo ou Povo do Raio ou Sangue Bruxo” nascida do cruzamento entre as esferas humanas e celestiais fosse reatualizada, conforme a mentalidade nascente, mas mantivesse sua forma idiossincrática[1] do ponto de vista da fé antiga das Bruxas.

Também é notório que esses cruzamentos era fato constante em todas as mitologias, desde as mais primitivas às mais organizadas da antiguidade, o próprio cristianismo, não ficou imune a isso (mesmo distorcendo seu sentido para ressurreição e não para renovação), vide a concepção e  nascimento de Jesus, que segundo o cristianismo deu origem a um homem diferente e ao mesmo tempo (como Caim) rejeitado pela sua sociedade.

Dentro daquilo que vivi como Bruxaria Caim é o primeiro do sangue Bruxo, o primeiro nascido do cruzamento entre um Anjo Caído e a Fêmea Mortal-Eva, ele carrega e expressa a Luz do Fogo (e revela o que está oculto), que é a expressão, marca e motivo da queda de seu Pai, assim ele Caim, desperta e ilumina seus filhos, pois a queda de seu Pai deu-se nas terras escuras e sombrias da carne humana[2].
Caim é o Filho do Fogo, portanto ele é a Luz nascida do Fogo, a luz para ser compreendida precisa fazer iluminar e para iluminar deve emanar de uma Fonte, e ao emanar ela ilumina, e ao iluminar e revela o Pai que é a fonte da Luz, portanto Caim é a Luz nascida ou criada pela Fonte ou Fogo-Sábio-Primordial (Azazel), Caim é Luz da Chama do Portador, aquela lanterna entre os chifres do Forcado do Diabo-Iniciador, ele ilumina E DESPERTAR consciência “PARA O AQUI E O AGORA”.
Caim, na comunhão, revela seu Pai, Pois Ele é o pão e o vinho, ambos originalmente, grãos, fruto e semente,  que passaram pelos processos (Ordálias) de metamorfoses para se tornar alimento de comunhão e de RENOVAÇÃO, e conseqüentemente, de DESPERTA  da CONSCIÊNCIA, pois ao serem ingeridos leva para dentro do corpo a Luz do Pai e reatualiza o mito da queda do Pai[3] ou queda do Fogo Sábio-Primordial.
Então segundo a mitologia que me foi passada, Caim é tanto o primeiro ancestral de todo bruxo(a), como uma máscara (prefiro o termo Alma Angélica) e Avatar de Azazel.
Explico, Caim é a expressão do Pai e a manifestação da substância da Fonte-Pai,  portanto, seria algo em similitude filosófica como o termo grego homoousios, ou seja, que o Filho é da mesma substância do Pai. Caim é o Filho, e, é também o Pai-Renovado. Caim é a expressão e revelação do Pai no Mundo. Caim, o Filho de Azazel-Samael-Lúcifer, é ao mesmo tempo ele mesmo e seu pai. Ele é seu Pai "vindo novamente" em uma forma nova, e mesmo assim ele é diferente de seu Pai, um é diferente do outro;  Caim-Azazel expressa o velho paradoxo. 


O Pai é invocado e evocado no Filho (pois o Filho é sua Máscara, sua Alma Angélica nascida do Fogo, que expressa a Luz do despertar da consciência, Luz transformadora, que nos leva a tocar com os pés ao Caminho de Fogo de auto-transformação) e através do Pai conhecemos a força e o poder de mudar AQUI E AGORA realidade toda-ao-redor.
Do mesmo modo, dentro da via que seguia anteriormente o Mito Caim e Abel (e do mesmo modo os mitos de metalurgia e construção, bem como, os agrícolas),  não deve ser visto do ponto do enraizamento (inconsciente)  cristão dominante nas mentes quando os nomes bíblicos são citados em textos de Bruxos Tradicionais, e sim, do ponto de vista da CONSCIÊNCIA do AQUI E AGORA,  pois é também um mito reatualizado de despertar, de renovação e de transformação do ego-mortal em Fogo e Luz (Sthj).

Como pode ter percebido a resposta pende mais para o terreno dos exemplos culturais e teológicos da Arte Antiga de que de fatos históricos lineares. 

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[1] Entre os religiosos  espiritualista, idiossincrasia significa o comportamento estranho ou diferente do usual, diferente daquele que geralmente é visto como comum, todavia também como comportamento social diverso que podemos ver nas variedades de cultos. 

[2] Aqui temos os mitos da terra-útero-eva e a o despertar da consciência individual (Abel-Caim).

[3]Aqui vemos porque os ritos agrícolas tomam um sentido amplo e iluminador e não apenas como um ato da natureza de germinar broto novo e saudar a colheita ou saudar a nova estação. Preparar a terra (arar) Cavar o buraco (escuro), lançar a semente (fogo-luz), tonar-se  na  CONSCIÊNCIA um ato de queda e de renascer, de metamorfoses e renovação.

sábado, 24 de março de 2012

RESPONDENDO AS DÚVIDAS V

Olá!! Jair..
Sei que você hoje segue a Jurema.... mas como deixou aberto que responderia, as perguntas....Pertenço a uma Tradição Pagã que cultua os Ancestrais, porém tenho lido, em alguns sites visões diferentes de Ancestralidade, por isso queria saber:

1. Como você define ancestralidade..?

2. Qual a diferença hoje da sua visão de ancestralidade com relação à antiga quando era Pagão?

Olá Irmão E.M...

Obrigado por escrever.... 

Ancestral é o nome que normalmente se atribui a um ascendente já morto ou que se localiza a várias gerações anteriores na representação gráfica da árvore genealógica, em palavras simples, são todos os Ascendente familiares da pessoa, os antecessores genéticos de alguém, como exemplo bisavós, avós, pais e etc.


Desta forma, conclui-se que os antepassados ou ancestrais de alguém é parte de sua própria existência, está circunscrito aos antecessores da família.


E aqui começo de fato a responder a segunda parte da pergunta à você, e para tal, é preciso, como sempre faço nas demais respostas, estendê-la por explicações preliminares para que ela fique bem clara e não deixe dúvidas, também, deixou mais uma vez bem explicito, que o que falo corresponde apenas AO MEU PONTO DE VISTA e NÃO É DE MODO ALGUM ESPELHO DE DOGMA OU VERDADE PARA NINGUÉM ALÉM DE MIM,

Quando iniciamos nossa jornada Espiritual, nossa visão de Ancestralidade pautava-se pela necessidade de sermos reconhecidos como praticantes pelos demais, e por isso, ao invés de buscarmos a sabedoria constante em nossa própria genética, que já sabíamos ser o correto, cometemos o erro de buscar “Ancestralidade Mítica” ensinada pelos Pagãos da época...



Em resumo eles nos ensinaram que a Religião da Deusa era a única e verdadeira, era a Antiga Religião até que do nada, os homens sentiram ciúmes do útero e criaram o “Patriarcado”, relegando a (inerte) Deusa às sombras, perseguindo seus adoradores que se esconderam nas florestas e protegeram a sabedoria antiga... Esses perseguidos deviam ser evocados nos ritos, pois eram os nossos verdadeiros ancestrais da Bruxaria, eles eram seres sábios, iluminados, cheios de amor, seres que adoravam pacificamente a Deusa e ao Deus nos bosques junto com as Fadas, Elfos, Gnomos, Salamandras e muitos outros seres da mitologia Européia, e, nossos ancestrais foram perseguidos, também, na idade média pela Igreja... e como não líamos livros de história,  antropologia, mitologia comparada, história da religião, dentro outros, nos deixamos levar conscientemente como patinhos nisso!!. Aceitamos essa visão infantil enraizada dentro de nós, durante dez anos, e clamávamos e evocamos todos os seres que segundo nos diziam tinha fundado nossa Tradição Pagã.

Hoje, mas amadurecidos (e depois de ler muito), temos a consciência, que nossa submissão a essa estória de ancestralidade mítica, não era tão completa, nossa aceitação encobria outros motivos, e a diferença de hoje para ontem, é que no fundo, cada um de nós, quando falamos de nossos (pseudos) ancestrais da Arte no nosso antigo Coventiculo sabíamos que errávamos e ao mesmo tempo nos afastávamos de nossos verdadeiros Ancestrais, dos Mortos Poderosos de Nosso Sangue. O verdadeiro motivo, estava intrínseco, “Dramas Familiares”.

“Dramas Familiares” são termos bonitos para simplificar, o que de fato passávamos (e deslocávamos), talvez, seja indiscreto falar assim abertamente desses fatos, pois podem causar revoltas, e até mesmo desviar do teor da resposta. Mas, sempre fui prolixo, e gosto sempre de deixar claro os motivos da minha visão atual e assim dirimir dúvidas...

Continuando, todos nós ali no Coventiculo éramos desajustados, do ponto de vista familiar, cada um carregava seu fardo calado, e juntos, no mundo de faz de conta, tínhamos a família perfeita, com perfeito amor e perfeita confiança, com carinho, compreensão, liberdade... Sim, o mundo de “Bobby”, lindo e florido... No mundo do faz de conta podíamos nos desligar da família real, que acreditávamos que nos oprimia... E isso foi de fato o motivo justificador para aceitarmos pacificamente naquela época o “Ancestral Mítico” em detrimento dos antepassados de nosso sangue...

Mas a realidade, nua e crua, nos assombrava de vez enquando, e sempre se mostrava pelos lugares sombrios da mente, e no fundo do coração sabíamos que estávamos assentados sobre um barril de pólvora preste a explodir ao menor atrito, a menor fagulha... E o tempo fez isso, ele explodiu e desestruturou tudo, destruiu o mundo cor de rosa, o faz de conta ruiu, a casa caiu!!!

Agora temos motivos suficientes para respaldar a diferença da visão de ontem para a de hoje... Explico!!! Como vejo hoje essa questão e lamento se causar polêmica... O problema consiste na velha síndrome de vira lata nacional, misturado a um extremo mecanismo da fuga de quem se é de verdade, assim percebo a seguinte tônica quando o assunto é Ancestralidade Hoje (e por isso me distanciei do paganismo de modo geral)

“...Nossos parentes mortos estão muito perto de nós, nossas bisavós podem puxar nosso pé à noite, nossa família tem defeitos e nós nos envergonhamos de nossa origem (Branca com Indígena, Branca com Negra, Indígena com Negra ou Mestiça das três, não importa), ela não é parte das sagas Celtas da Europa (até porque nunca me interessei de fato por ela e nem pela história de minha gente) ela é, bastarda, composta de degredados, pobres, sem títulos, sem futuro, sem riqueza, sem estudo, sem profissão, e por isso renegamo-la e aceitamos de bom grado a nossa linhagem Ancestral Mítica. Pois, nossos Ancestrais Míticos, são perfeitos..... Nossa linhagem genética, cultural, folclórica, lendária, nossos mitos, lendas e seres mitológicos são desajustados.......Nossa Herança é Imperfeita...!!!... Em fim, Não queremos nossa avó ranzinza e beata nos assombrando à noite, muito menos nosso pai alcoólatra que espancava nossa mãe ou a nós nos visando nos trabalhos de feitiçaria...Pois são frutos desse desajuste, e eu, não sou parte disso, sou da linhagem Mítica... Prefiro os ossos de um desconhecido que roubo no cemitério, do que pegar um “legalmente” de minha tia fuxiqueira ou do meu primo drogado....Nos ritos sazonais evocamos um ancestral intocado, distante, que nada tenha de meu sangue e nem lembre minha família, e que acima de tudo que não se incorpore, pois seria ridículo a minha tia-avó que foi prostituta, se incorporar em mim, e beber e fumar e  mostrar-se como era no seu tempo e dar conselhos e tornar-se um espírito-guia, não quero ver ela reviver através de mim e me mostrar a morte (pela letargia da possessão), essa COMUNHÃO entre vivos e mortos, NUNCA...JAMAIS....Prefiro chamar alguma coisa de além mar, que não nos incomode, NÃO INCORPORE, NÃO FALE, NÃO ANDE, NÃO SINTA, então buscamos idealizações e expressamos desejos represados de ancestrais que não lembrem minha mãe e meu pai, porque eles não me entendem, não me compreendem não me aceitam (e eu continuo inerte, ao invés de ir buscar por meio do estudo e do trabalho um modo de me sustentar e sair da casa que chamo prisão)...”

Essa é em resumo a Tônica indireta que percebo dos defensores dos Ancestrais Míticos...

E depois disso, completo afirmando para você que, para nós hoje, a diferença de visões consiste em que para nós (TAMBÉM) nossos verdadeiros ancestrais, são os mortos de nossa linhagem de sangue, são os que forneceram o material genético que nos conecta com eles próprios,  sim, são nossos parentes mortos... São os habitantes da Necrópole que está debaixo de nossos pés, são que nos “acosta” e em comunhão bebemos o “Vinho de Fogo” da Árvore da Vida, árvore Nordestina, nascida no frio chão, e que no meu corpo carrego espinho e semente...

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terça-feira, 20 de março de 2012

“SIGILO DE UM BUSCADOR"

Sinto-me num deserto em plena noite, 
Muitos pensam que o deserto é quente até a noite, não é, 
O deserto é um lugar de extremos, o dia é muito quente 
E a noite é muito fria,

Assim me sinto sozinho em um deserto em meio à noite.
A única coisa que devo pensar, e,  
Me preocupar agora é achar o meu caminho, 
Descobrir qual a minha direção. 

Para onde devo ir? 

Qual é o meu destino? 

Como faço para sair deste lugar?

                          Bom! Não devo entrar em pânico, não agora, 
Devo guiar-me pelas estrelas 
Que são meus principios para seguir em frente, 
Elas mostraram o caminho 
De quem um dia teve a oportunidade de entrar neste caminho.

Passa pela minha mente, o que muitos acham loucura, 


 

Que um dia terei minhas asas de volta. 
Sim, eu irei mover céus, terras e infernos para reconstruí-las, 
Para telas de volta em seu pleno esplendor, 
Sei que não será fácil, mas nunca foi fácil, pelo menos não pra mim.
 Se reerguer diante a tantos fatos que ocorrem nesta época tão diversa 
Não é pra qual quer um, 

Tem que ter o instinto divino para saber por onde e o mais importante, 
Tem que ter uma força de vontade insuperável, inabalável e implacável.
O pior de tudo é que, eu sei que não devo esperar
Nem aceitar ajuda ou consideração de ninguém, 
Mas meu corpo parece querer esses aplausos.

Estou em meio ao segundo processo de metamorfose, 
“Concentrar” por enquanto é tudo que tenho que fazer,
É reunir tudo que dizem, pensam ou fazem a meu respeito,
Selecionando tudo aquilo que classifico como necessário 
para minha mudança e incorporando pouco a pouco 
Tudo isso em uma nova personalidade, um novo eu.
 
 Não digam que estou errado em fazer isso, 
Pois eu preciso disso para seguir no caminho que eu escolho pra mim, 
É o preço que devo pagar. 
A cada dia que passa 
Eu aprendo verdadeiramente algo novo, 
Sentindo cada vez mais forte a necessidade de mudar, 
De me transformar em algo novo, 
Em alguém mais responsável, mais honesto, mais disciplinar.

 A primeira fase já se foi, 
Demorou tanto para passar que devastou meu eu publico, 
Minha imagem apresentada a todos, 
Mas não devo parar, não devo baixar a cabeça,
Não agora que passei pela minha primeira Ordália
E estou em meio à segunda. 
Ela vai passar também e eu entrarei na terceira 
E ultima Ordália da iniciação, 
Mas enquanto esse processo não acabar estarei retido, 
Buscando dentro do meu exílio a quintessência de meu ser divino.

Autor: Luan Gomes Santana 
A.K.E “U.L.L.C.S"
 (Abrantes- BA, 01-11-2008)
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PUBLICADO COM AUTORIZAÇÃO DO AUTOR

quinta-feira, 15 de março de 2012

RESPONDENDO AS DÚVIDAS IV

Olá Irmão,,,
Primeiro queria te agradecer por ensinar a ver os sinais no meu dia a dia...E não  numa suntuosa hirofania onde um ser Divino se revela repleto em luz como as da maioria dos que trilharam conosco no passado tiveram...Agora,  gostaria de ver sua opinião sincera sobre um assunto que pode parecer polêmico e já que tens grande caminhada e conhecimento (e admiro sua modéstia em não revelar nada de nossa Caminhada comum na Ordem)...Então vamos lá... Você acha válido ainda nos dias de hoje Jovens buscarem leitura do ocultismo na linha de Aleister, Agrippa, Guaita, Levi?


Saudações Irmão M.A.N.L

Primeiro a gratidão é recíproca sua ajuda nos tempos da ordem me foram essenciais e muito contribuíram para meu aperfeiçoamento.

Segundo, não sou apto a julgar, a leitura dos demais, haja vista que tais ocultistas fizeram parte de nossa vida a quase 20 anos....

Por isso, qualquer opinião aqui dada por mim, representa “apenas a minha visão” limitada, portanto, não corresponde a verdade ou dogma. E posso falar por mim, e apenas, por mim...Depois disso vamos lá.....

Irmão, faz já algum tempo que não estudo ou prático nada na linha desses ocultistas, é claro que a título de teoria, eles são bons (pois em prática são incoerentes com o tempo atual), muitas das práticas ocultistas do passado,  já estão em desuso, e muitas das visões desses ocultistas foram desmistificadas pela ciência e pela tecnologia (isso também aconteceu com as doenças bíblicas causadas supostamente por demônios) ...

Eu particularmente creio que essas égregoras morreram e alguns (desesperados) tentam a todo custo ressucitá-las, sem sucesso, as vezes atraindo para si mesmos larvas e cascões que fazem muito mal aos que as evocam e com elas trabalham....

Porém, minha crítica, com os olhos de hoje, e fora do contexto dos escritores,  é, em especial a Stanilas Guaita, que  tinha a título de letra morta apenas, visões tão ortodoxas (em relação as Bruxas e Feiticeiras)  que deixaria o Papa Inocêncio VIII parecer uma criança...por exemplo, o “Livro de Satã I” em nível de conhecimento histórico e teologia (básica)  é muito bom, porém, ele peca muito por ter um direcionamento pautado pela visão medieval da Igreja, revela é claro ao buscador de olhos e corações atentos em suas  entrelinhas e intrinsecamente, o verdadeiro culto das Bruxas e Feiticeiras, mas esbarra ao  descrevê-los em concordância com a Inquisição, talvez, quem sabe, a intenção do autor tenha sido essa mesma, revelar apenas nas entrelinhas e a olhos atentos os arcanos, dessa forma livrar-se-ia das garras da queimadora de Hereges.

Conheci alguns supostos ocultistas, inclusive, que ia a shows, Boates e locais sinistros para, segundo diziam, captar com sigilo as energias do local para direcionarem para seus intentos, vi alguns em ação, acredito que se perderam nessa busca, pois a maiorias foram parar em casas de tratamento de dependentes químicos (os filhos de papai, pois  os sem pedigree estão na sarjeta até hoje) e o restante buscaram a rede de segurança de Jesus....

Agradeço a Deus quase todo dia em ter menos contato possível com esses pessoas do passado, algumas guardo muito bem em meu coração, outras prefiro longe, bem longe, pois só me buscam quando estão com problemas..... e tem aqueles que querem me converter as suas novas crenças....

Um desses me encontrou e foi logo falando que eu devia “aceitar Jesus e me arrepender, pois sirvo ao Demônio... e tudo relativo à  feitiçaria, luciferianismo, catimbó, quimbanda, bruxaria e paganismo é coisa de satanás, e que quando praticavam ocultismo na verdade servia sem saber a Satanás e tivera somente desgraça na vida e doenças....

Eu calmamente lhes perguntei se ele se lembrava que andavam em cemitérios (não podiam mentir porque os conheciam todos) . Disse sim...

Eu continuei... 

“Deixe de idiotice, de se sentir importante, que o Diabo se existir a modo que você o percebe,  não tá nem aí para você, você é um Zé ninguém da vida, ele tem coisas muito mais importantes para se preocupar, como incentivar a bomba atômica do Irã, o desejo colonialista americano, fomentar a crise da zona euro, aumentar a produção de drogas e armas no mundo, e provocar a fome em Ruanda, a matança na Síria, e isso lhes dará muito mais almas para se danar no inferno e não um coitado como você... Você andava fazendo sexo e fumando cigarros e a erva do capeta (e tomando vinho) no cemitério, um local que por si só, é cheio de cascões e larvas e outros seres astrais,  onde há restos em decomposição, portanto contaminado com bactérias e vírus de todo tido de doenças, tendo seu ar  impregnado com gases da decomposição dos corpos, pegou um porra de uma doença braba lá e não do Diabo, pegou porque era porco e não valorizou seu corpo, o amor, a  família e a fé, e você não gostava de estudar e matava aula pra tomar vinho barato, fumar maconha e perdia suas noites em festas miseráveis de som pesado, andava com gente sem futuro igual a  você.... agora quer por a culpa no Satanás? È querer ser mais do que realmente é....O Diabo não tem nada haver com sua desgraça anterior e nem mesmo com sua desgraça, submissão e escravidão à sua crença preconceituosa....Você é que foi burro, idiota e desperdiçou sua juventude e se expôs às doenças, quando tomava a porra de seu chá de zabumba ficava muito doido, violento, e fazia suas orgias sem proteção, e pegou a miséria da doença ruim... e agora que por a culpa nos Demônios...Isso é demais para mim... Se sua religião lhe faz bem, ótimo, mas deixe de se sentir tão importante,  Satanás  tem mais o que fazer... “

O moleque espulomou,  agonizou de raiva, esbravejou e  tentou responder, dei de costas e fui embora....

Esse exemplo mostra que a leitura pode ser boa,  mas a prática não supervisionada e não orientada por praticantes sérios (presencial) pode ser desastrosa, sem contar que tanto você e eu conhecemos muitos charlatões que se dizem “Magos” e outros títulos que desejam apenas satisfazer seu ego e sua fome sexual, mas cada qual que sabe o quinhão que lhes cabe....

Agora a bem da verdade... Gosto muito do Agrippa, principalmente de seu “Três Livros de Filosofia Oculta”, também li e quando posso leio Bruxos Tradicionais (melhor na língua original), e também, leio muito sobre a mística cristã medieval, acredito que há mais coisas ali que foram mascaradas para evitar a perseguição da Igreja, pena que o reconstrucionismo Pagão de modo Geral, resolveu criar uma barreira religiosa preconceituosa ( e até certa inquisição pagã) contra tudo que vem da Igreja, não conseguem ainda se livrar do enraizamento do preconceito religioso herdado da fé que criticam....Além disso, leio tudo sobre Jurema Sagrada – Catimbó,  que é meu caminho religioso, espiritual e mágico....

Espero encontrá-lo logo. Forte Abraço...



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segunda-feira, 12 de março de 2012


Por favor assista... 
Um mensagem que me fez chorar, que me fez viajar para dentro de mim mesmo e ver até que ponto a intolerância está enraizada em mim.. 

Que eu aprender a mudar, não da boca pra fora, mas de dentro da alma e em verdade....

Porquê....?

Tenho recebido várias críticas por deixar a Bruxaria e o Paganismo pela Jurema... 
O que se esquecem é a Jurema pela primeira vez me trouxe felicidade, conforto e paz, e nela encontrei a família espiritual que sempre busquei...

Agradeço ao Paganismo, Agradeço a Bruxaria..
Agradecemo aos Deuses e Deusas...Mas...
Amo a Jurema Sagrada, Amo minha Rama, Amo meus Padrinhos, a quem sou grato hoje e sempre....

Que esse vídeo fale por si só nos corações de todos nós...